Sábado, 18 de Agosto de 2018

6/8/2018 - Indaiatuba - SP

Secretaria de Saúde orienta população sobre os riscos da febre maculosa




da assessoria de imprensa da Prefeitura de Indaiatuba

Recentemente a preocupação com a febre maculosa tem ressurgido, sendo assim a Secretaria de Saúde da Prefeitura de Indaiatuba alerta a população sobre os riscos da doença transmitida pelo carrapato-estrela e orienta sobre os sintomas e tratamentos. Até o momento o Estado de São Paulo apresentou 33 casos e 17 óbitos. Os dados do Ministério da Saúde mostram que o número de casos registrados no país de janeiro a julho de 2018 está abaixo da média registrada em 2017, já que em todo o ano passado foram registradas 58 mortes. A febre maculosa tem cura e embora seja uma doença grave, se o diagnóstico e tratamento forem feitos de forma precoce as chances de complicações são muito menores.

A febre maculosa é uma doença infecciosa febril aguda, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii. Os principais vetores e reservatórios são os carrapatos do gênero Amblyomma; o carrapato-estrela. De acordo com o Departamento de Vigilância Epidemiológica, os equídeos, os roedores, como a Capivara, e os marsupiais, como o gambá, têm importante participação no ciclo de transmissão da febre maculosa. Mas o Amblyomma pode ser encontrado em aves domésticas (galinhas, perus), aves silvestres (seriemas) e mamíferos (boi, carneiro, cabra, cão, porco, veado, cachorro do mato, coelho, cotia, quati, tatu, tamanduá).

Nos humanos, a febre maculosa é adquirida pela picada do carrapato infectado e a transmissão geralmente ocorre quando o carrapato permanece aderido ao hospedeiro por um período de, pelo menos 4 a 6 horas. Não há transmissão entre seres humanos, não sendo necessário o isolamento do paciente.

 

Sintomas

A população deve procurar atendimento médico (Pronto Socorro, Unidade Básica de Saúde, Programa de Saúde da Família, ou outro atendimento médico de sua preferência) se apresentar sintomas como: febre associada a forte dor de cabeça; dores pelo corpo; cansaço; falta de vontade se alimentar; dor de barriga; ânsia de vômito e pequenas manchas pelo corpo, no período de 2 a 15 dias após ter frequentado área de mata, pasto, rios ou lagos e, tiver tido contato com animais ou ter encontrado sinais de picada pelo corpo. Ao chegar ao serviço de saúde, é importante que a pessoa relate estas informações ao profissional da saúde, para facilitar o diagnóstico.

Tratamento

Pessoas que desenvolvem febre maculosa evitam complicações se tratadas dentro de cinco dias após o desenvolvimento dos sintomas. O tratamento precoce com antibióticos reduz significativamente a mortalidade (cerca de 5 a 20%) e previne a maioria das complicações.

Se febre, dor de cabeça e mal-estar ocorrerem com ou sem erupção cutânea, os antibióticos devem ser iniciados imediatamente. Pacientes com formas mais graves da doença podem precisar ser internados para receber o auxílio de outras medicações.

 

Estágios do Carrapato

 

Os carrapatos deste gênero passam por diferentes estágios durante seu ciclo de vida. As larvas, vulgarmente chamadas de micuim, ocorrem basicamente entre os meses de março e julho; as ninfas, popularmente chamadas de “vermelhinho”, predominam de julho e novembro e os adultos vulgarmente chamados de “rodoleiro” ou de “carrapato-estrela” predominam nos meses quentes e chuvosos de novembro a março. Dadas essas diferenças temporais entre os diferentes estágios, é relativamente comum encontrar pessoas com anos de vivência no campo, que interpretem estes diferentes estágios como se fossem três espécies distintas de carrapatos. Durante todo o ano, mas principalmente nas fases de larva e ninfa, as medidas preventivas precisam ser implementadas.

 

Medidas Preventivas

A adoção e divulgação das medidas preventivas e de controle, e a educação, comunicação e mobilização social, constituem importantes componentes da vigilância da Febre Maculosa. As medidas preventivas são: evitar caminhar, sentar ou deitar em áreas reconhecidamente infestadas por carrapatos. Ao adentrar em áreas com vegetação e presença de animais, recomenda-se para os trabalhadores de área rural ou pessoas que trabalham em áreas de risco para febre maculosa, o uso de vestimentas que evitem o contato com os carrapatos (macacão de manga comprida com elástico em punhos e tornozelos, meias e botas de cano longo, vedando as botas com fita adesiva de dupla face de tal forma que a parte aderente da fita fique virada para cima). Recomenda-se que as vestimentas (inclusive calçados e meias, sejam de cor clara a fim de facilitar a visualização do vetor. Após a utilização, todas as peças de roupa, devem ser colocadas em água fervente para retirada dos carrapatos. A população em geral, que frequenta área rural ou urbana de risco para aquisição de febre maculosa, deve seguir as mesmas recomendações, adaptando, por exemplo, com camisas de manga comprida com punhos fechados, calças com a parte inferior inserida dentro das meias, por exemplo.

Após contato com áreas de risco, examinar o próprio corpo a cada 3 horas a fim de verificar a presença de carrapatos e retirá-los, preferencialmente com o auxílio de pinças. Quanto mais rápido forem retirados, menor a chance de infecção. Nunca esmagar o carrapato com as unhas, pois ele pode liberar as bactérias e assim contaminar o local. Tomar banho quente utilizando bucha vegetal.

Cuidados ambientais

Os cuidados ambientais que contribuem para o controle do carrapato são: manter pastos e terrenos limpos e áreas de grama e arbustos cortados rentes ao solo. Nos cães, o controle das infestações deve-se basear na aplicação contínua de produtos carrapaticidas. Uma alternativa extremamente prática é a colocação de coleiras carrapaticidas. A população pode sempre se informar sobre este procedimento com o Centro de Controle de Zoonoses do município ou com seu médico veterinário.

Indaiatuba mantém as áreas públicas com presença de carrapato e risco para febre maculosa brasileira sinalizadas por placas informativas. Em caso de dúvidas ou para informar infestação de carrapatos, entre em contato com a Vigilância Epidemiológica: 3834-9016, ou Centro de Controle de Zoonoses: 3816-6666.

 

 



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