Domingo, 7 de Junho de 2020

Daniel Marx

Pós graduado em criação publicitária e planejamento de propaganda, com formação em Marketing, Arte Cênica. Consultor Político.
Com diversos cursos na área de produção, direção, roteiro de cinema e TV. Vasta experiência na área de teatro, escritor de diversos livros de auto ajuda, ficção e acadêmico, poeta e roteirista.

Política é muito sério e a sociedade precisa de uma linguagem clara e objetiva.
Arte é algo mágico e necessário e são sobre estes dois temas que sempre vamos falar.

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Sérgio Moro, herói ou vilão?



 

Sérgio Moro

 

 

            O agora ex-ministro da justiça e segurança pública Sérgio Moro deixou o governo.

Primeiro lugar na hashtag mais comentada do twitter, o tema ganhou os tabloides do Brasil e do mundo.

            É inegável a luta deste homem que enfrentou todo um sistema e manchou para sempre a imagem de um ex-presidente que era um dos mais populares do país. Arrumou inimigos dos mais poderosos e influentes do Brasil. O responsável pela operação lava jato que atingiu 49 países e culminou em mais de 340 pedidos de colaboração premiada e faz chegar simplesmente a 14 o número de ex-presidentes latino americano.

            O ex-juiz e agora ex-ministro da justiça e segurança pública teve uma rápida passagem pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. O então herói da nação serviu de muleta para que o presidente Jair Bolsonaro angariasse milhares de votos. Com o discurso de combater a corrupção ao qual o país já estava mais que cansado e a pouco havia derrubado uma presidente incompetente, era o discurso que todos queriam.

            A confiança em um homem íntegro que por vezes sofreu ataques e ameaças de manchar a sua imagem e sua biografia e que manteve-se firme.

            Sérgio Moro tornou-se um dos principais inimigos políticos do Brasil e nem mesmo isto o acovardou. Deixou 22 anos de magistratura para aceitar um convite para compor o ministério. O Brasil queria, o governo queria, mas o sistema era contra.

            Ele entrou na política mesmo sem fazer parte dela, e foi isso que o fez amargar a cada dia uma derrota em seu ministério. Houve grandes avanços e diminuição significativa de mortes e tráficos no país, o que mostra que mesmo com as mãos atadas ele conseguia fazer bem seu trabalho.

            Enfim, após muitas divergências com o governo, no dia 24 de abril de 2020 Sergio Moro deixa o ministério.

            Mas ao contrários de tantos outros, saiu de cabeça erguida, expôs seus motivos e o que o sistema havia feito para comprá-lo ou derrubá-lo.

            Ele não se vendeu.

            Sergio Moro saiu do governo federal mais fortalecido do que entrou. Seus deveres foram cumpridos, sua índole não foi maculada, e mesmo entre os leões ele não saiu ferido.

            O então intitulado o herói da nação continua escrevendo sua história e quisera nós brasileiros que muitos outros Sérgios Mouros surgissem, assim quem sabe um dia poderemos com orgulho dizer que nós vencemos o sistema.












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